Desafio é levar igualdade para todos

Macaé sofre uma demanda expressiva de migrantes em busca de oportunidade no mercado de trabalho local, amplamente divulgado pela mídia nacional como um eldorado. Esse mito trouxe gente de todo o Brasil para a cidade, que, sem qualificação profissional para a indústria do petróleo - área que emprega em Macaé - ficou à margem do desenvolvimento da cidade, invadiu Áreas de Preservação Ambiental (APA), Áreas de Preservação Permanente (APP), criou bolsões de pobreza e inchaço populacional. Este é um problema que a prefeitura tem que lidar diariamente. 

Por ter a sede da Petrobras na Bacia de Campos, Macaé arca também com o ônus das atividades ligadas ao petróleo desde 1978, ano de instalação da sede da Petrobras no município. Os investimentos na manutenção de creches, escolas, rede de saúde, rede de saneamento tiveram que ser multiplicados para atender essa população que a cidade não se preparou para receber. 

Para reverter este quadro, a prefeitura investe em programas sociais e de inclusão, apostando na qualificação profissional. Além disso, Macaé tem hoje o maior programa habitacional do país: em parceria com o Governo Federal, estão sendo investidos R$ 89 milhões no setor. Na área de Saúde, a cidade conta com Hospital Municipal Dr. Fernando Pereira da Silva, um investimento de R$ 48 milhões só com recursos próprios e referência na região Norte Fluminense. 

Os programas de saúde do município atingem quase toda a população. Nos últimos anos, foram instaladas novas unidades básicas de saúde e módulos do Programa Estratégia Saúde da Família (ESF). O sistema funciona tão bem que a cidade foi apontada como modelo nacional para o programa, atendendo 82.433 pessoas, o que corresponde a 52% da população, atingindo 100% da população rural. 

A cidade tem cerca de 40 mil alunos matriculados nas 118 escolas, creches e unidades de atendimento especializado. O município conta ainda com mais de 100 programas sociais, que atendem desde a gestante até a terceira idade. 

Para levantar periodicamente as necessidades da comunidade em todos os setores, da Saúde à Educação, a prefeitura implantou o programa Macaé Cidadão, que dividiu a cidade em nove setores administrativos. O programa faz levantamentos constantes nos bairros, avaliando as prioridades de investimentos em cada setor. 

Os investimentos na área social aplicados pela prefeitura de Macaé somaram pontos para a cidade ter obtido o título de cidade mais dinâmica do país. Macaé investe 3,4 vezes mais que a média nacional na área social, representando um gasto anual de R$ 1.450 por habitante. 

Mas mesmo com problemas típicos de uma cidade em crescimento, Macaé ainda consegue ter bons índices até entre a população de baixa renda. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que a cidade conseguiu reduzir o índice de famílias na linha de pobreza – que vivem com renda mensal abaixo de R$ 115. Entre 1991 e 2000, período em que a pobreza no estado caiu 18,2%, Macaé conseguiu uma redução de 56,4%, atingindo em nove anos as metas previstas pela ONU, que propõe 50% de redução em 25 anos. Pelo Programa Bolsa Família vinculado ao governo federal, a prefeitura tem cadastrado, até julho de 2009, 7.970 famílias. 

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