Macaé: petróleo e desenvolvimento humano

Por conta do desenvolvimento da indústria de óleo e gás, especialmente a partir da quebra do monopólio da estatal, em 1997, a cidade hoje é bem diferente da vila de pescadores dos anos 70. Conhecida como Capital Nacional do Petróleo, Macaé é atualmente um dos mais importantes polos de desenvolvimento econômico do Estado do Rio de Janeiro, e se prepara para um futuro de novas oportunidades, investindo em infraestrutura, inovação, educação e qualidade de vida para seus moradores.

Ao longo dos últimos 40 anos, desde que a Petrobras elegeu Macaé como sua principal base operacional na Bacia de Campos, a cidade não para de crescer. Hoje, passam pelo município 80% do petróleo e cerca de 50% do gás natural produzidos no Brasil. Das 52 empresas que integram a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro), 44 estão em Macaé.

Além de ser a principal sede das operações offshore na região, também recebe investimentos em setores como turismo, agronegócio e construção civil. Mas o petróleo segue sendo o motor da economia macaense: 45 empresas instaladas em Macaé representam 83% do ISS da cidade, gerando 40 mil empregos diretos e 120 mil indiretos. Dessas 45 empresas, apenas três não estão ligadas diretamente ao segmento de óleo e gás.

Com uma economia em constante crescimento, a evolução da indústria do petróleo provocou o aumento populacional, com a chegada de gente de todo o país e do mundo para trabalhar em Macaé. A população mais que triplicou – são 234.628 mil habitantes, de acordo com dados do IBGE, estimativa de 2012. De acordo com o Instituto, o PIB per capita do município é de R$ 42 mil.

Macaé é a décima cidade do estado e a primeira do Norte Fluminense em desenvolvimento. Este é o resultado da pesquisa de 2011, realizada pelo sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que calcula o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).

O desenvolvimento do município ocorre, de acordo com a pesquisa da Firjan, nas esferas de educação, saúde, emprego e renda.

Em junho deste ano, Macaé foi classificada no índice de Gestão Fiscal (IFGF) da Firjan, como a segunda melhor colocada entre todos os municípios da região na administração das finanças públicas. Considerando indicadores, tais como gastos com pessoal, investimentos, liquidez e custo de dívidas.

Macaé no ranking das Melhores Cidades do Brasil

Macaé foi classificada como melhor cidade em cinco categorias no Ranking das Melhores Cidades do Brasil, na pesquisa feita pela Revista IstoÉ e a consultoria Austin Ratings, em 2015. O levantamento inédito mediu o nível de desenvolvimento socioeconômico dos 5.565 municípios brasileiros, por meio do Índice de Inclusão Social e Digital (IISD) que se utilizou de mais de 500 indicadores de diferentes fontes para mapear onde estão as melhores práticas no país e desenvolver o ranking "As Melhores Cidades do Brasil". Macaé ganhou nos seguintes quesitos: Indicadores fiscais – geral; Indicadores fiscais - porte grande; Execução do orçamento – geral; Execução do orçamento - porte grande; Comércio exterior - porte grande.

A premiação levou em consideração o cruzamento de informações extraídas de fontes públicas, como IBGE, PNAD, Secretaria do Tesouro Nacional, Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, Datasus, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Denatran, entre outros. A partir dessa avaliação, foi composto um ranking com 21 categorias, cada qual com três cidades vencedoras conforme seu porte: pequeno (até 50 mil habitantes), médio (de 50 mil a 200 mil habitantes) e grande (acima de 200 mil habitantes).

O levantamento premia municípios de pequeno, médio e grande porte e uma série de indicativos agrupados em quatro pilares fundamentais: indicadores sociais, econômicos, fiscais e digitais.

Terceira melhor cidade do país para negócios

Macaé é a terceira melhor cidade do Brasil para investir em negócios, segundo estudo da consultoria Urban System para a revista Exame. No ranking de 2015, o município subiu sete posições em relação a edição do ano passado e ficou atrás somente de Barueri (SP) e Brasília (DF). Foram analisados 648 municípios com mais de 50 mil habitantes, responsáveis por 80% do produto interno bruto. A consultoria verificou 28 indicadores em quatro categorias: desenvolvimento econômico, capital humano, infraestrutura e desenvolvimento social.

Entre 2013 e 2015, o número de microempreendedores individuais (MEIs) cresceu cerca de 45%, de 6.600 em dezembro de 2013 para 9.600. O Programa Macaé Acredita em Você, uma parceria da prefeitura com a Agência Estadual de Fomento (AgeRio) e BX Cia, já concedeu cerca de R$ 2 milhões em microcréditos (os valores variam de R$ 300 a R$ 15 mil), beneficiando, em média, 500 micro e pequenos negócios.

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