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Com uma história que começou em 1627, com a colonização portuguesa, Macaé preserva um rico patrimônio histórico e arquitetônico. Em meio ao burburinho da cidade que cresce a cada dia, estão prédios que remetem a um passado com lendas que até hoje são contadas para as crianças, como a santa fujona da Igreja de Sant’Anna, marco da colonização.
Hoje, a cidade se prepara para o futuro sem esquecer das histórias que fazem seu passado, como a de Motta Coqueiro, último homem condenado à morte no país. Jurando inocência pelo assassinato de uma família de fazendeiros, conta a lenda que ele lançou uma praga sobre a cidade antes de morrer. Coincidência ou não, Macaé só desenvolveu 100 anos após sua morte, com a chegada da Petrobras.
O desenvolvimento não fez com que Macaé perdesse seu referencial histórico. Muitos prédios antigos da cidade ainda estão preservados e abertos à visitação.
Solar dos Mellos
Construído em 1891, o Solar dos Mellos hoje abriga o Museu da Cidade de Macaé, cujo acervo está sendo formado. No Solar, acontecem sessões de cinema gratuitas todas as quartas-feiras e o Café Literário, evento cultural que movimenta a cidade toda semana. O prédio abriga também o Centro de Memória Antonio Alvarez Parada.
Câmara Municipal
O prédio onde hoje está a Câmara Municipal foi construído em 1838, para servir de residência ao português Francisco Domingues Araújo, pai do Visconde de Araújo. A casa chegou a acolher D. Pedro II, em visita a cidade de Macaé, no ano de 1847, por ser a mais confortável na época. Antes deste prédio ter como uso a Câmara Municipal, foi local de comercialização de água, vinda da Fazenda da Caturra, de propriedade do Visconde de Araújo.
Em 1886, por ocasião da morte do Visconde de Araújo, o prédio foi alugado para a Câmara Municipal, funcionando também como a Biblioteca Municipal. Em 1906, o prédio foi finalmente adquirido pela Câmara Municipal. Após a última reforma, em 1995, o prédio sofreu acréscimos e adaptações às funções administrativas.
Castelo – Solar Monte Elísio
Aos turistas, a tradição vai contando que D. Pedro II se hospedou no Castelo, que a Princesa Isabel, periodicamente, visitava os familiares ali residentes, entre outras histórias da nobreza. E assim o casarão guarda na memória gracioso toque lendário. O Castelo, ou Solar Monte Elísio, foi construído pelo Visconde de Araújo para sua jovem esposa. A obra foi iniciada em 1852 e levou 14 anos para ser concluída. O Solar foi dotado com os melhores e mais caros materiais, desde telhas francesas Marseille, o madeiramento de pinho de riga, até os acabamentos de luxo e decorativos. Hoje, no Solar funciona o Instituto Nossa Senhora da Glória, o Castelo, escola administrada pelas irmãs salesianas. As visitas devem ser agendas.
Farol Velho
O Farol de Imbetiba – também conhecido como Farol Velho ou Farolito - foi restaurado em 1999. O velho farol foi construído em 1880, para atender as necessidades do Porto de Imbetiba, que funcionava como escoadouro da produção agrícola da Baixada Campista e de Macaé.
Implantado num rochedo costeiro, o Farol Velho está localizado na Praia de Imbetiba, em frente a Ilha do Papagaio. Formado de pedra, o monumento possui uma escada externa de acesso ao seu interior, apesar de estar em processo de deterioração, o local oferece boa paisagem aos visitantes.
Como símbolo turístico e cultural de Macaé, o Farol pode ser visitado – pela Praia Campista – através do acesso construído pela Petrobrás que, também, realizou um tratamento paisagístico nas imediações do monumento.
Forte Marechal Hermes
Praça Veríssimo de Melo
A praça Veríssimo de Mello surgiu em 1813, como parte das doações feitas ao recém-criado município. Já em 1837, os logradores públicos de Macaé são urbanizados e, oficialmente, denominados.
A cidade ganha o Largo da Alegria. Em 1886, ocorre o primeiro tratamento de jardinagem do lugar, que é elevado a categoria de praça, recebendo o nome da herdeira do Império – Dona Isabel – passando a ser o point da aristocracia local que ali exibia suas grandezas.
Após o falecimento do promotor público Ignácio Veríssimo de Mello, em 1933, a praça recebe sua atual denominação. A praça conta com o Coreto, construído na primeira década do século XX, o Obelisco comemorativo do primeiro centenário de Macaé, o Monumento a Veríssimo de Mello, com um busto de bronze, e o Chafariz, uma preciosa peça do século XIX, confeccionada em ferro fundido.
Lyra dos Conspiradores
Em 25 de dezembro de 1882, foi fundada a Sociedade Musical Beneficente Lyra dos Conspiradores. O prédio-sede da Lira dos Conspiradores, foi inaugurado em 22 de maio de 1887 na Rua do Sacramento. Desta forma, nasceu uma das mais tradicionais instituições culturais do município de Macaé, despertando paixões e arrebanhando fiéis seguidores, como o poeta Álvaro Bastos.
Nova Aurora
Em 25 de Agosto de 1889, foi lançada a pedra fundamental da sede da Sociedade Particular Nova Aurora. A azul e branco de Macaé foi fundada em 8 de junho de 1873 e a ela estiveram associadas personalidades da História macaense como Benedito Lacerda, Luiz Reid, Bento Costa Junior, Álvaro Bastos, e Agenor Caldas. Passados 110 anos o prédio da Nova Aurora foi restaurado.
Igreja de Sant’Anna
A Igreja de Sant’Anna, segundo uma antiga lenda, tem sua porta principal voltada para oeste, para impedir que a santa, de mesmo nome, fuja do altar. Após ter sumido e voltado a aparecer por diversas vezes, a santa original sumiu na década de 90 e nunca mais foi encontrada. Prédio com construção datada de 1.630, localiza-se numa elevação de onde pode-se vislumbrar toda a cidade.

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