Enfermeiros são capacitados sobre doença falciforme

2019-10-11 12:48:00 - Jornalista: Equipe Secom
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Foto: Bruno Campos
Iniciativa buscou atualizar os profissionais ao acolhimento e atendimento destes pacientes

Cerca de 40 enfermeiros e enfermeiras, que atuam nas unidades de Atenção Básica de Macaé, foram capacitados sobre a forma como a doença falciforme se desenvolve nos pacientes, com observação de seus sintomas. A capacitação, realizada pelo professor da UFRJ Clemilson Berto Junior, nesta quinta-feira (10), na Casa da Criança e do Adolescente, buscou atualizar os profissionais ao acolhimento e atendimento destes usuários.

A iniciativa foi resultado de parceria entre o Programa Municipal de Doenças Falcêmicas da Prefeitura de Macaé e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Os enfermeiros trabalham em setores de saúde extremamente importantes para toda a população, atuam diariamente na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), daí a importância de que esses profissionais saibam como identificar os sinais e sintomas da doença falciforme", afirmou a coordenadora do programa, a enfermeira Juliana Amorim.

A doença falciforme

A anemia falciforme é um grupo de distúrbios hereditários em que os glóbulos vermelhos assumem um formato de foice, daí o nome: falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A doença é considerada como uma das enfermidades genéticas e hereditárias mais comuns no mundo. "A ideia é consolidar a orientação para que todos os atores envolvidos nos cuidados a esses usuários, em breve, recebam capacitação, tanto os que atuam na urgência como na emergência", disse Juliana, destacando a importância de ampliar a informação e o diagnóstico da doença

Uma doença que ocorre em pessoas de origem afrodescendente

Para a enfermeira da Estratégica de Saúde da Família, da Barra de Macaé - que fez a capacitação - Lisa Chagas, a necessidade dessa ação do Programa de Doenças Falcêmicas e da UFRJ se justifica pelo fato de os enfermeiros das unidades receberem gestantes, jovens, idosos e pessoas de todas a faixas etárias.

"Às vezes acolhemos mulheres anêmicas em plena gestação. A doença falciforme ocorre em pessoas de origem afrodescendente. Temos de reforçar os cuidados pois nossa população é na maior parte miscigenada" , conclui a enfermeira.

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