Maria da Penha nas Escolas gera resultados e forma multiplicadores

2019-08-29 10:42:00 - Jornalista: Julie Silveira
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Foto: Bruno Campos
Maria da Penha nas escolas

"Enquanto eu participava do projeto Maria da Penha nas Escolas, presenciei uma situação de violência doméstica. Me senti apto em ajudar e, na ocasião, orientei a vítima. A denúncia foi realizada. O procedimento aconteceu conforme a lei e a vítima contou com o acolhimento especial. Entendi, naquele momento, a importância da informação. É por isso que eu vou multiplicar esse conhecimento não só para os demais alunos da escola, mas, também, em todos os meios que eu tiver a oportunidade", destacou o jovem de 13 anos, aluno do 8º ano do Ciep municipalizado Leonel de Moura Brizola, Vagner Ihawe, durante a exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos que participaram do projeto. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (28), na Cidade Universitária. A programação encerrou as comemorações do 13° aniversário da Lei Maria da Penha.

Durante o encontro, além da exposição e de diversas apresentações, como canto, dança e teatro, aconteceu, também, a entrega do Selo Maria da Penha às escolas municipais que participaram do projeto.

De acordo com a e acordo com a Coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), Jane Roriz, as apresentações abordaram, de uma forma criativa e incisiva, a luta pelo fim da violência doméstica. "A ideia é formar multiplicadores da informação. Não dá só para passar. É preciso plantar. A violência contra a mulher não pode ser normalizada. A proposta do projeto, a princípio, é atender adolescentes do 8º e 9º anos, porém, nossa orientação é que eles multipliquem a informação para alunos de outros anos, familiares e, também, sociedade", disse Jane.

O Ciep municipalizado Leonel de Moura Brizola, por exemplo, fez uma paródia com a música Bang, da cantora Anitta. E, por meio do trecho adaptado "para tudo acabar, vou à delegacia. E, para finalizar, preso você vai ficar", o recado foi dado e mostrou que os alunos estão aptos e compromissados a levar a informação, de uma maneira atrativa, aos demais jovens da própria escola.

Já o Colégio Municipal Maria Letícia Santos Carvalho apresentou um curta, feito com os próprios alunos, que mostrou uma família onde a mãe foi vítima de violência psicológica e emocional, em que o próprio filho realizou a denúncia. Para enriquecer ainda mais o vídeo, que pode ser encontrado nas redes sociais, o curta ainda exibe processo que envolve a Patrulha Maria da Penha e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), como ferramenta fundamental de apoio a vítima.

Participaram, também, o Colégio Municipal Professor Samuel Brust, com apresentação oral dos alunos e o Colégio Municipal Tarcisio Paes de Figueiredo, com exibição dança. Os Ciep Oscar Cordeiro e Municipalizado Maringá receberão o selo.

"A gente espera que o projeto continue. A nossa proposta é que cada aluno tenha a responsabilidade de passar essa ideia adiante", pontuou a aluna do 8° ano do curso de Direito e integrante do projeto de extensão Maria da Penha nas Escolas da UFF Macaé, Mariana Nogueira.

O projeto é uma iniciativa do Ceam, curso de Direito da UFF/Macaé, Patrulha Maria da Penha, Secretaria de Educação e Juizado Especial Adjunto Criminal/Juizado de Violência Doméstica.

Atendimento à Mulher vítima de violência

Macaé conta com o Centro Especializado de Atendimento à Mulher, que tem uma rede de multiplicadores, incluindo profissionais da 123ª Delegacia de Polícia de Macaé, do 32º Batalhão de Polícia Militar, Defensoria Pública, Juizado Criminal, Ministério Público, Secretaria de Saúde e Hospital Público Municipal (HPM). Quem quiser mais informações sobre a Lei Maria da Penha também pode ligar para os números 2796-1328 e 99707-2085 (WhatsApp).

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