Paulo Freire inicia ano investindo em robótica e na banda escolar

2020-02-12 10:15:00 - Jornalista: Joice Trindade
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Imagem de alunos em robótica
Foto: João Barreto - Arquivo Secom
Escola foi premiada no programa "Educar para transformar"

Uma das dez vencedoras do programa "Educar para transformar", do Instituto MRV, a Escola Municipal Paulo Freire (Lagomar) inicia o ano letivo de 2020 investindo em projetos de robótica e banda escolar. Depois de receber o prêmio de R$ 30 mil, ao ser a única representante do Estado do Rio de Janeiro escolhida, em 2019, no projeto 'Acolher para crescer', a unidade vai reforçar os instrumentos da banda e também da estação de robótica.

A sala de robótica foi reformulada e receberá, até o final deste mês, impressoras 3D, acessórios e materiais de lego, além de eletrônicos em arduíno para receber cerca de 50 estudantes participantes do projeto de Robótica. Além disso, a escola também ganhou cinco novas turmas para atender exclusivamente o 6º ano de escolaridade e um novo espaço para professores, que conta com três computadores.

Todos os projetos selecionados pelo Instituto receberão aporte financeiro e suporte da equipe do "Educar para transformar", a exemplo de encontros presenciais e virtuais, auxiliando no desenvolvimento, capacitação de novos conteúdos e acompanhamento da aplicação dos recursos. Segundo o secretário de Educação, Guto Garcia, cada vez mais a rede pública municipal está envolvida em projetos parceiros, que visam contribuir com a qualidade do ensino.

"A música, as artes, os esportes e a robótica fazem parte das escolas municipais como forma de permitir o desenvolvimento integral do estudante desde a Educação Básica ao Ensino Médio", lembrou.

E, mesmo antes da volta às aulas, cerca de 10 alunos iniciaram nos treinos das aulas de robótica para participar, nos dias 14 e 15 de fevereiro, do Torneio de Robótica First Lego League (FLL), em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A programação internacional, que tem como tema "Cidades inteligentes e sustentáveis" (City Shaper), contará com jovens de nove a 16 anos de 80 países. Na oportunidade, os alunos da "Paulo Freire" e de outras cinco equipes da rede pública municipal de Macaé vão apresentar a resolução de desafios baseados em problemáticas de espaços públicos da comunidade em que vivem.

Conduzidos pelos professor Peterson Cardoso, os alunos Maria Clara Rangel, Danielle Nascimento, Paulo dos Santos, Pablo Rubens Coelho, Davi Nascimento, Marcelo Batista, Augusto Emanoel dos Santos, Guilherme Henrique dos Santos, além dos irmãos Maria Eduarda de Souza e Yan Heráclito de Souza estão pra lá de animados e disciplinados quanto aos rumos da robótica em 2020.

Marcelo Batista, de 10 anos, é um dos mais novatos. Estudante do 5º ano, ele lembra que sempre gostou de tecnologia e foi atraído pela programação para encarar os desafios da robótica. "Quero participar de torneios e me dedicar pra valer. O bom é que fazemos muitos amigos", contou. Da mesma opinião é Davi Nascimento, que afirmou que estava contando os dias para a volta às aulas. "Gosto muito de estudar e fazer parte do projeto de robótica. A escola, nas férias, me deixou com saudades", comentou.

Já o veterano Gabriel Nascimento também está pra lá de empenhado. Ganhador do segundo lugar do Desafio Maker, realizado no Festival de Economia Criativa do Rio de Janeiro, ele incentiva os demais colegas a estudar cada vez mais. "Temos que nos dedicar aos estudos sempre. O projeto de robótica é tudo e o Torneio de Robótica First Lego League (FLL) promete ser um dos melhores. É muito bom estudar, ter acesso a desafios e estar com alunos que também gostam de robótica como eu", falou.

De acordo com a diretora, Joelma Pereira de Lima, neste ano letivo, a escola vai investir em diversas ações pedagógicas em prol dos 1.100 alunos. "Queremos envolver toda a comunidade escolar em projetos diversos voltados para o ensino, cidadania e bem-estar", comentou.

Novidades - Além da construção das novas salas de aula, a Escola Paulo Freire vai reforçar as salas do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e de Atendimento Pedagógico Específico (APE) com materiais didáticos específicos. Também serão realizadas ações na nova quadra como aulas de recreação, ensaios da banda escolar e culminância de projetos como o Dia da Família na Escola.

Funcionários da escola vão poder participar de iniciação ao pilates e aulas de zumba. Outras ações serão aulas de reforço escolar de Língua Portuguesa e Matemática, além das atividades do Centro de Esporte e Educação, ministrada pela Secretaria de Educação em parceria com o Sesi/Firjan com oficinas pedagógicas, atividades lúdicas esportivas (jogos cooperativos, voleibol, basquete) artes (musicalização, teatro, dança e canto), atividades de educação ambiental e palestras. O projeto vai acontecer de segunda a sexta-feira nos horários divergentes aos de aula.

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