Números mostram avanços de Macaé na coleta e no tratamento do esgoto

2017-04-18 18:51:00 - Jornalista: Equipe Secom
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Foto da estação de tratamento do centro.
Foto: Bruno Campos
De acordo com dados do IBGE, Macaé trata 69% do esgoto produzido

Os números mostram que Macaé vem avançando nos últimos anos na questão do tratamento do esgoto. Hoje, o município trata 190 litros de esgoto por segundo (l/s), atendendo uma população de cerca de 120 mil pessoas.

De acordo com dados do IBGE, Macaé trata 69% do esgoto produzido. O índice de saneamento está, ainda, abaixo da média do Estado do Rio, que é de 78,6%, mas este número não pode ser considerado baixo. O sistema de esgotamento sanitário de Macaé estava completamente inoperante e o município conseguiu sair de um percentual de 0%, em 2013, para os 69% atuais, em apenas quatro anos e três meses da administração municipal. O tratamento do esgoto é reconhecido como prioridade para a atual gestão e vem avançando com planejamento, projetos e cronogramas/metas.

O esgotamento sanitário em Macaé até dezembro de 2012

As estações existentes - Mutum, Lagomar, Engenho da Praia, Parque Aeroporto e da região serrana, no Sana e em Glicério – estavam em estado precário ou inoperantes no início de 2013. Assim, os corpos hídricos da cidade, como a Lagoa de Imboassica, os rios Macaé, São Pedro e Sana e diversos córregos e canais recebiam esgoto in natura. A meta traçada pela Prefeitura de Macaé: levar saneamento a todo o município.

Primeiras ações

Para facilitar o planejamento e a execução das obras, a cidade foi dividida em quatro subsistemas: Mutum, Centro, Aeroporto e Lagomar. O primeiro passo para ampliar o saneamento básico foi colocar em funcionamento a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Mutum, com coleta e tratamento de 20 litros de esgoto por segundo, atendendo 5% da população, com tratamento terciário, cuja eficiência é de 97%.

O segundo passo foi a ampliação desta ETE, que hoje capta e trata 40 litros de esgoto por segundo, mantendo a eficiência no tratamento em 97%, coletando e tratando o esgoto dos bairros do Mirante da Lagoa, São Marcos, Morada das Garças, Praia do Pecado, Jardim Guanabara, Vale dos Cristais, orla da Praia Campista e Cavaleiros. A responsabilidade por ligar cada residência ou prédio à rede é dos moradores ou dos gestores de prédios comerciais.

O esgotamento sanitário a partir de 2013

Para a prefeitura, as ações de saneamento têm o objetivo de trazer aos macaenses uma nova realidade em relação ao tratamento do esgoto, com metas arrojadas e preparando o município, na questão de esgotamento sanitário, para o crescimento populacional.

Para vencer as demandas, as primeiras ações começaram pelo conhecimento das redes, estações, elevatórias, linhas de recalque e bombas. Foi mapeado todo o município e iniciado um cadastro, rua por rua, conhecendo as redes e as ligações residenciais, quais localidades estavam ligadas às redes de captação, quais eram as estações funcionando ou passíveis de funcionar.

Após o conhecimento da rede, foram iniciadas as primeiras ações, como as realizadas na ETE do Lagomar, encontrada pronta e sem funcionar. Essa estação recebeu ajustes e já funciona com tratamento de 40 litros de esgoto por segundo (40 l/s), atendendo uma população de cerca de 30 mil pessoas. A prefeitura também já recuperou a ETE do Engenho da Praia, que funciona ao lado da ETE Lagomar.

A prefeitura concluiu e colocou em funcionamento a primeira etapa da ETE Centro, que ocupa área de 168 mil metros quadrados, próximo à Linha Verde. A ETE contará com três módulos (ou tanques), cada um com 54 metros de diâmetro. Cada módulo possui capacidade de tratar 158 litros por segundo, beneficiando uma população de cerca de 53 mil pessoas.

Tratamento do esgoto no interior macaense

O município conta ainda com duas Estações de Tratamento de Esgoto funcionando nos distritos serranos do Sana e de Glicério, estações construídas e sob a responsabilidade da Secretaria Adjunta de Saneamento. No Sana e em Glicério as ETEs tratam, cada uma, 9 l/s de esgoto e atendem uma população de 1.920 e 1.120 pessoas, respectivamente.

Dados sobre o esgotamento sanitário

Em Macaé, o volume do esgoto tratado diariamente corresponde a 116 milhões de litros e a infraestrutura implantada/existente é de 83 quilômetros de rede de esgoto, com 69 Estações Elevatórias e 16 quilômetros de linha de recalque.

Capacidade de tratamento de esgoto

Cento e noventa litros por segundo (40 l/s ETE Mutum; 100 l/s ETE Centro; 40l/s ETE Lagomar; 5 l/s ETE Sana e 5 l/s ETE Glicério), totalizando uma população atendida, hoje, de cerca de 69% dos moradores, já que o município conta ainda com as Estações de Tratamento de Esgoto do Bosque Azul, ETE da Brisa do Vale, MRV do Barreto, Estação de Tratamento de Esgoto do HPM, entre outras ligadas a condomínios ou empresas, instaladas e funcionando.

Bairros atendidos

Além das localidades serranas de Sana e Glicério, Macaé já conta com várias localidades atendidas por coleta e tratamento de esgoto: Mirante da Lagoa, Orla da Praia Campista e Praia dos Cavaleiros, Vivendas da Lagoa, Morada das Garças, São Marcos (parte), Jardim Guanabara, Imboassica (parte), Granja dos Cavaleiros, Vale Encantado, bairro da Glória, Novo Cavaleiros, Cancela Preta e São Marcos (parte), Brisa do Vale, Bosque Azul, Parte do Barreto, Lagomar, Engenho da Praia.

Obras previstas

Depois de concluir e colocar em funcionamento a primeira etapa da ETE Centro, a prefeitura iniciará, no segundo semestre, as demais etapas desta ETE, com obras que começarão pelo bairro Imbetiba. Isso exigirá a construção de 185 quilômetros de rede coletora, 57 estações elevatórias, construção dos dois módulos, com capacidade para tratar 300 l/s, para atender 120 mil pessoas de 23 bairros da região central de Macaé, como Imbetiba, Centro, Visconde, Miramar, Campo do Oeste, Rivieira Fluminense, Praia Campista, entre outros.

De acordo com informações da Subsecretaria Adjunta de Saneamento, já foram iniciados estudos para construção de Estações de Tratamento de Esgoto nas localidades de Virgem Santa, Imboassica, Córrego do Ouro, Trapiche, Frade, com projetos já em fase de estudos topográficos.

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