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O programa foi estruturado para desenvolver lideranças a partir de uma abordagem técnica, preventiva e orientada à saúde mental no ambiente de trabalho
A Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas, implementou, nesta segunda-feira (27), na Escola do Servidor, espaço de formação vinculado à Secretaria, o projeto piloto do Programa de Diagnóstico e Desenvolvimento de Liderança Comportamental. A programação tem continuidade nesta terça-feira (28), no mesmo espaço, com os coordenadores da própria pasta. A iniciativa marcou o início da aplicação do programa, conduzido pelo Serviço de Psicologia da pasta, e consolida uma estratégia técnica de desenvolvimento de lideranças no âmbito da administração pública municipal.
O programa foi estruturado para desenvolver lideranças a partir de uma abordagem técnica, preventiva e orientada à saúde mental no ambiente de trabalho. Nesta fase inicial, o projeto piloto permite validar a metodologia em escala controlada. O programa parte de uma base clara: liderar exige mais do que domínio técnico. Exige equilíbrio emocional, clareza na condução das relações, responsabilidade na forma de agir e capacidade de sustentar decisões, vínculos e equipes sem comprometer a própria estabilidade emocional.
Para o Secretário Municipal de Gestão de Pessoas, Aristófanis Quirino, investir no fortalecimento das lideranças é uma medida estratégica para a qualidade da gestão pública e para a saúde das relações de trabalho.
“Não existe gestão pública forte sem liderança emocionalmente preparada para sustentar pessoas, processos e decisões. Quem ocupa função de liderança não conduz apenas fluxos de trabalho. Conduz ambiente, influencia comportamento, estabelece referência e, sobretudo, dá o tom da cultura que se forma ao seu redor.
Por isso, desenvolver lideranças é uma medida estratégica e necessária. Liderança não se expressa apenas na capacidade de decidir. Se expressa, principalmente, na forma como se reage, se comunica, se posiciona e influencia pessoas todos os dias. No setor público, quem lidera não exerce apenas uma função técnica. Exerce também uma função formadora, porque o comportamento da liderança sempre comunica, sempre orienta e sempre estabelece parâmetros para a equipe.
Uma liderança emocionalmente desequilibrada compromete relações, fragiliza o ambiente e contamina o desempenho coletivo. Estudos e evidências na área de saúde ocupacional já demonstram que lideranças adoecidas tendem a adoecer equipes inteiras, ampliando desgaste, tensão, desorganização e esgotamento no ambiente de trabalho. Por isso, cuidar da saúde emocional de quem lidera não é um cuidado individual. É uma medida de proteção sobre toda a estrutura de trabalho.
O Programa de Diagnóstico e Desenvolvimento de Liderança Comportamental nasce com essa compreensão. Ele parte de uma base clara: lideranças saudáveis constroem ambientes mais saudáveis. Quando a gestão investe no desenvolvimento emocional, relacional e comportamental de quem ocupa funções de liderança, investe também em equipes mais equilibradas, relações mais equilibradas e decisões mais responsáveis.
Capacitar lideranças, portanto, não é apenas desenvolver competência técnica. É formar referências mais conscientes, preparar pessoas para liderar com equilíbrio e fortalecer uma cultura de responsabilidade, maturidade e saúde nas relações de trabalho”, conclui o secretário.
“O diferencial do programa está na utilização de instrumentos validados e científicos para mapear múltiplas dimensões do comportamento e da regulação emocional. Trabalhamos com dados que permitem identificar forças e pontos de desenvolvimento, transformando o diagnóstico em uma ferramenta estratégica de desenvolvimento e ação prática”, explica Vanessa.
“Liderar com responsabilidade emocional é um desafio constante no setor público. Nosso papel é apoiar esses coordenadores na redução da reatividade e do desgaste psíquico. Queremos desenvolver lideranças capazes de sustentar a si mesmas e às suas relações, garantindo que o desempenho não resulte em burnout, mas em uma trajetória mais equilibrada, com propósito e alinhamento com valores humanos”, pontua Camila.