
O treinamento começa nesta quinta-feira (14), na Faetec
A inclusão da pessoa com deficiência em todos os setores da sociedade é um caminho longo, mas possível de ser construído, passo a passo, com respeito e acolhimento. No que tange às pessoas com deficiência auditiva, uma parceria entre a Coordenação-Geral de Políticas para PCD de Macaé e o Projeto de Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência na Educação (PAIDE), da UFRJ, promoverá, a partir desta quinta-feira (14), um treinamento de Libras para servidores que atuam nos CRAS do município.
As aulas serão realizadas na Faetec, uma vez por semana, sempre às quintas-feiras, das 15h às 17h. Foram oferecidas 30 vagas, distribuídas entre os CRAS e profissionais que realizam atendimento ao público, principalmente no setor de Desenvolvimento Social do município.
A coordenadora Caroline Mizurine explica que, ao saber que a Secretaria Municipal de Saúde já havia realizado uma parceria anterior com o PAIDE, entendeu que o trabalho também seria fundamental em outros setores municipais.
“Começamos essa atuação pelos CRAS porque é muito comum o atendimento a pessoas surdas. Como muitos têm dificuldade de entrar no mercado de trabalho, acabam recorrendo ao BPC. E, para solicitar o benefício, precisam do CadÚnico. Quando chegam ao CRAS sem conseguir se comunicar oralmente, os atendentes acabam ficando um pouco perdidos. Então percebi a necessidade urgente dessa capacitação em Libras, algo básico, principalmente para quem atua no atendimento ao público”, ressalta Caroline.
“Pensamos essa capacitação para o próximo semestre. Nesse caso, as abordagens não serão mais focadas na assistência social, mas em situações do cotidiano. Quando estiverem nas ruas e precisarem abordar alguém, por exemplo, quais perguntas geralmente fazem? Todas essas perguntas serão traduzidas em Libras e ensinadas aos agentes”, planeja.
“Amanhã vamos estabelecer a base da Libras, com alfabeto, sinais de apresentação e cumprimentos. A partir da próxima semana, com essa base construída, começaremos a trabalhar sinais relacionados ao questionário do CRAS”, afirma Verônica.
“Esse curso será fundamental para que os atendentes saibam como lidar com situações como essas, já que, tendo um conhecimento básico de Libras, será possível atender a pessoa surda sem a necessidade da presença de um familiar, por exemplo. Isso ajuda na questão da vulnerabilidade, proporciona um atendimento mais humanizado e dá mais autonomia a essa pessoa. No primeiro dia vamos trabalhar conteúdos mais básicos, como nome, alfabeto e cumprimentos. Nas próximas aulas, abordaremos questões mais detalhadas, como preenchimento de formulários e temas relacionados ao CadÚnico e ao BPC”, afirma.