
Foto: Ana Chaffin
Parcerias entre o poder público, a sociedade civil e o setor privado reescreve o destino de adolescentes entre 12 e 18 anos que cumprem medidas socioeducativas. Com esta missão e desafio foi realizado o Primeiro Encontro Transformando Trajetórias, nesta terça-feira (1º), no Auditório do Paço Municipal, sede da prefeitura. O evento debateu a garantia da profissionalização e a reinserção social desses jovens junto com o papel das parcerias.
O encontro foi promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Acessibilidade e Economia Solidária, por meio do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas). Atualmente, Macaé acompanha cerca de 80 jovens em regime de liberdade assistida — a maioria meninos negros, moradores de áreas de vulnerabilidade socioeconômica, sem concluir a escolaridade e com o histórico marcado pelo envolvimento com o tráfico de drogas.
Na abertura do evento, a secretária de Desenvolvimento Social, enfermeira Nayara Ribas, destacou que a proteção desses adolescentes, sob a ótica dos direitos humanos, exige a união de toda a comunidade, poder público e demais instituições.
"A real transformação na vida desses jovens é o que nos faz continuar com este importante trabalho. Afinal, trabalhar com a proteção de adolescentes assistidos dentro dos direitos humanos é tarefa que merece atenção e o envolvimento de todos", enfatizou.
"A liberdade assistida busca proteger, educar e contribuir para a construção de novas oportunidades. Quando o poder público, a sociedade civil e empresas se unem, este trabalho se transforma em autonomia e novos caminhos", pontuou.
"A história só se transforma quando transforma as formas objetivas dentro da realidade em que esses jovens estão inseridos. Hoje, as medidas socioeducativas representam uma contradição porque ofertam inserção e direitos, na maioria dos casos, depois que eles já cometeram as infrações. O ideal seria oferecer oportunidades antes que entrassem nessa estatística", disse.