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Mutirão de combate à evasão prossegue nas escolas municipais

2017-05-19 15:20:00 - Jornalista: Joice Trindade
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Foto de pessoas sentadas
Foto: Rui Porto Filho
Ação prossegue nas escolas até o dia 31 desse mês

O atendimento do mutirão "Escola Legal: Frequência Total" prossegue até o próximo dia 31. A programação, iniciada terça-feira (16), na Escola Municipal Jacyra Tavares Duval (Novo Cavaleiros), é realizada em escolas escolhidas como polos dos setores administrativos. A ação, desenvolvida pela equipe de assistentes sociais da Secretaria de Educação, visa assegurar a permanência do aluno na sala de aula. É considerada evasão a situação em que aluno apresentar mais de cinco faltas consecutivas ou dez intercaladas sem justificativa. Participam do mutirão pais e responsáveis que são convocados a apresentar justificativas quanto às ausências dos alunos faltosos.

Nesta sexta-feira (19), o mutirão acontece no Ciep Municipal Oscar Cordeiro (Aeroporto). Nos dias 22 e 23, no Colégio Municipal Professora Maria Isabel Damasceno Simão (Centro). O Colégio Raul Veiga, na região serrana, dia 24. Dias 25 e 26, no Ciep Municipal Leonel de Moura Brizola (Barra), espaço em que está sendo esperado o maior número de convocados. A programação se estende no dia 30, na Escola Parque Maria Angélica Ribeiro Benjamin e termina, dia 31, na Escola Municipal Tarcísio Paes de Figueiredo.

O trabalho é uma parceria da Secretaria de Educação, Conselho Tutelar, Juizado da Infância e Juventude e Ministério Público, com participação do Programa de Conselhos Escolares e Coordenação do Programa Bolsa Família na Educação, que divulgam ações e esclarecem dúvidas de pais/responsáveis. O objetivo é levar às famílias convocadas ao ambiente escolar para uma escuta especializada realizada pelos assistentes sociais para identificar e compreender os motivos das faltas e insucesso escolar.

A programação é aprovada por muitos convocados. É o caso da dona de casa Jessika de Castro. Mãe do estudante Yan de Castro (Escola Municipal Jacyra Tavares Duval) fez questão de atender ao chamamento do Serviço Social. "É importante ficar atenta à vida escolar das crianças e adolescentes. O estudo é essencial. Meu filho precisou faltar por conta de uma crise de asma e de um problema que tive em virtude do resguardo do meu segundo filho", lembra ao confirmar que a frequência do filho foi normalizada.

Segundo registros, a maior parte dos casos atendidos no polo da Escola Municipal Jacyra Tavares Duval é decorrente de faltas por conta de doença. Presente no mutirão, a dona de casa Kayenna Lira, comenta que o mutirão é essencial para toda família. "Quanto mais nos aproximarmos da escola, melhor para os alunos. Eles é que ganham. Minha filha, por exemplo, faltou por causa de doença e logo resolvi justificar sua ausência", conta.

De acordo com o secretário de Educação, Guto Garcia, o "Escola Legal- Frequência Total" é uma ação que tem como proposta atrair o interesse na escolarização por meio da integração da comunidade escolar. A rede municipal trabalha como intuito incentivar os alunos nas escolas. Para isso, são realizados projetos e programas pedagógicos educacionais relevantes para o processo de ensino", observa, acrescentando que a formação da cidadania é um dos focos para a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) que conta com cerca de três mil alunos acima de 15 anos e o Programa Correção de Fluxo Escolar é desenvolvido com a finalidade de minimizar a defasagem referente à idade e ao ano escolar.

A identificação da infrequência e evasão escolar é feita pelo professor que, na sala de aula, deve relacionar os alunos faltosos e preenche a Ficha de Comunicação ao Aluno Infrequente (Ficai). O documento tem objetivo de destacar estratégias possíveis para garantir o direito à Educação.

Conforme cada perfil apresentado no mutirão, o Serviço Social estende o atendimento com foco na qualidade de vida do aluno com encaminhamento dos estudantes que necessitam de setores como: rede de Proteção Básica e atendimentos específicos na Agência de Trabalho, Saúde; Programa Bolsa Família; Coordenação da Proteção Social Básica; Centro de Atenção Psicossocial, entre outros. Diante dos mutirões, os casos não resolvidos ou reincidentes serão encaminhados ao Juízo da Infância e da Juventude e Conselho Tutelar, órgãos que vão adotar as providências legais cabíveis de cada caso específico.

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