EJA tem cadastro aberto para alfabetização em seis meses

2019-02-27 12:07:00 - Jornalista: Joice Trindade
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Foto: Ana Chaffin
EJA em Macaé possui um total de 1,5 mil alunos em 13 escolas

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) se tornou semestral, ao invés de anual. A mudança tem o objetivo de melhor atender aqueles que desejam recuperar o tempo perdido nos estudos. Por ser no período de seis meses, a recomendação da Secretaria de Educação é que os interessados se cadastrem até sexta-feira (1°) nas escolas. Ao todo são oferecidas nove etapas - a etapa I se refere à alfabetização.

A intenção é que os futuros alunos não faltem aulas. No entanto, a inscrição para a modalidade pode ser feita no decorrer de todo ano letivo. Atualmente, a EJA conta com um total de 1,5 mil alunos em 13 escolas, que são intituladas polos. Deste total, quatro unidades disponibilizam a modalidade nos turnos da manhã e tarde. São elas: colégios Ancyra Gonçalves Pimentel (Miramar), Botafogo, Ciep Maringá (Campo do Oeste) e Elza Ibrahim (Ajuda).

As demais escolas oferecem a EJA apenas no período da noite. Entre elas estão as situadas na região serrana: Pedro Adami (Córrego do Ouro) e Ivete Santana Drumond de Aguiar (Frade). Os polos que têm o maior número de estudantes são os colégios Samuel Brust (Barra), Claudio Moacyr de Azevedo (Aeroporto), Wolfango Ferreira (Barra) e Paulo Freire (Lagomar). Mais informações sobre a Educação de Jovens e Adultos podem ser obtidas pelo endereço eletrônico ejacoordena@gmail.com.

Além da escolarização, a Educação de Jovens e Adultos também tem sido uma forma de resgate da cidadania. Um dos exemplos é o da estudante do Colégio Municipal Elza Ibrahim, Flosina Carlos da Silva, de 64 anos. A aluna, que está prestes a concluir a etapa do Ensino Fundamental, lembra com orgulho que não fica mais constrangida em não saber assinar o nome. "Não preciso mais de carimbo. Fui alfabetizada aqui na escola. Agora sei ler, escrever e faço questão de ler tudo sem pedir ajuda para meus filhos e netos", conta a moradora do Bosque Azul.

Estudante mais antiga da turma, Flosina também incentiva outros colegas. É o caso de Igor Silva Barbosa, de 15 anos. "Quando vejo a dona Flosina toda animada para estudar, fico mais interessado. Estou meio atrasado nos estudos. Quero logo entrar no Ensino Médio para tentar uma chance no mercado de trabalho", observa.

Educação de Jovens e Adultos oferece orientações sobre mercado de trabalho

Segundo o secretário de Educação, Guto Garcia, a proposta da EJA é levar escolarização e também permitir que os estudantes troquem experiências e recebam orientações quanto às oportunidades no mercado de trabalho. "O perfil dos alunos é variado. As etapas finais contam com jovens que não tiveram avanços no ensino regular. Já a etapa I (alfabetização) recebe pessoas com mais idade, que não tiveram chance de estudar em período específico. A mudança para o período semestral também contribui com aqueles que trabalham e precisam de certificação para ingresso no mercado ou melhoria profissional", ressalta.

Para atrair estudantes, escolas municipais convidam durante reuniões, pais ou responsáveis pelos alunos para ingressar na EJA. Com 1,2 mil alunos, o Colégio Municipal Elza Ibrahim é um deles. De acordo com as diretoras Joanita Leandro Rosa da Silva e Amanda Ramos, o perfil dos cem estudantes da EJA é em sua maior parte jovens e pessoas com mais idade, que trabalham e preferem estudar à noite.

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