Projeto de Mediação de Conflito Escolar será ampliado

2020-02-13 15:21:00 - Jornalista: Joice Trindade
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Foto: Divulgação - Arquivo Secom
Objetivo é melhorar as relações interpessoais e incentivar o diálogo

O projeto de Mediação de Conflito Escolar será ampliado para as escolas municipais Aroeira, Wolfango Ferreira (Barra) e Paulo Freire (Lagomar). A rede municipal encerrou o ano letivo de 2019 com a mediação em 21 escolas do segundo segmento do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano). O objetivo é melhorar as relações interpessoais e incentivar diálogos para resolução de conflitos, através da convivência respeitosa na comunidade escolar. Macaé é reconhecida por ser uma das poucas cidades do país a contar com mediação de conflitos na rede pública de ensino.

A equipe responsável pela Mediação de Conflitos já está visitando as escolas participantes do projeto com a proposta de reforçar o acompanhamento e fortalecimento das comissões de convivência. Segundo o secretário de Educação, Guto Garcia, a mediação de conflitos na rede municipal foi implementada a partir da solicitação, em 2017, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação (CaoEduc).

"A Secretaria de Educação adotou ações facilitadoras para a execução do projeto. Vamos ampliar o atendimento para escolas que contam com um número expressivo de alunos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). As escolas do segundo segmento do Ensino Fundamental têm comissões de convivência, em atendimento ao termo de cooperação firmado com o Ministério Público da Comarca de Macaé, com a proposta de planejar e executar ações educativas para a promoção do diálogo e da convivência respeitosa no ambiente escolar", ressaltou o secretário.

De acordo com a coordenadora em Mediação de Conflitos e organizadora do curso, Andrea Nobre, a próxima etapa do projeto será a realização do formação semipresencial de Mediadores de Conflitos, que vai acontecer nos meses de março e agosto, em datas que estão sendo definidas. Em 2019, o curso recebeu 44 participantes. "A formação é essencial. Mediar conflitos é um trabalho que envolve toda a unidade. Precisamos estar preparados, pois há várias situações que envolvem conflitos. As famílias dos envolvidos são acionadas. A mediação segue um protocolo. Se o problema persistir na escola, a comissão de convivência é chamada. Se o caso não for solucionado, a comissão deve chamar as mediadoras da Secretaria de Educação", observou.

A formação vai abordar conteúdos como Importância do Diálogo, Lei 13.140/2015, que dispõe sobre a mediação como meio de solução de controvérsias entre particulares e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública, protocolo de atendimento utilizado nas escolas municipais, diferença entre ouvir e escutar e Mediação de Conflitos no município e no país.

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