
Foto: Ana Chaffin
Hip Hop e cultura popular se encontram na coreografia Carcará
A força da cultura popular brasileira e a expressividade das danças urbanas estiveram em cena nesta quarta-feira (4), em Macaé, com a apresentação da coreografia Carcará, da Escola Municipal de Dança, vinculada à Secretaria de Cultura, com o grupo Danças Urbanas e Hip Hop. O trabalho reuniu 13 alunas, sob a orientação do coreógrafo e professor Michel Cordeiro, e integra a programação comemorativa do Dia Nacional da Cultura, celebrado em 5 de novembro.
A secretária municipal de Cultura, Waleska Freire, destacou que a proposta de levar as apresentações artísticas ao Corredor Cultural Professor Ricardo Meirelles busca aproximar a população dos espaços históricos da cidade por meio de diferentes manifestações culturais, valorizando o patrimônio macaense e dando visibilidade aos talentos desenvolvidos nas escolas municipais de arte.
“É uma oportunidade de ocupar nossos espaços culturais com arte, conhecimento e criatividade. A apresentação das meninas da Escola Municipal de Dança demonstra o talento, a dedicação e a sensibilidade dos nossos alunos. Queremos valorizar esses jovens artistas, incentivar a formação cultural e mostrar que o patrimônio histórico também pode dialogar com expressões contemporâneas, como o Hip Hop”, ressaltou.
“A ideia de criar Carcará nasce do desejo de integrar a força e a resistência da cultura popular brasileira à linguagem potente e urbana do Hip Hop. A ave não é apenas uma figura da fauna do Nordeste e do Sertão, mas um símbolo visceral de resiliência, vigília e sobrevivência”, explicou.
“É conectar culturas de resistência, para que em cena possamos nos divertir dançando, mas também deixar uma mensagem sobre o desejo de mudança”, assinalou.
“Não é apenas um estilo de dança; é uma filosofia de vida, uma cultura de pertencimento e, acima de tudo, uma ferramenta de identidade. Enquanto outros estilos nos conectam com a tradição e com a história, o Hip Hop nos conecta com a realidade imediata, transformando sentimentos e vivências em arte viva e pulsante”, observou.
“Trazer a energia da coreografia de Hip Hop Carcará para o Corredor Cultural é uma forma de chamar a atenção para os nossos patrimônios históricos através de uma arte atual. É ressignificar o antigo por meio do novo”, pontuou.
“Dançar aqui é maravilhoso. Temos vários tipos de apresentação, mas acho diferente dançar na rua, porque nunca tinha feito isso antes. Gosto das danças urbanas e do Hip Hop porque são uma forma de me expressar”, disse.
“Por incrível que pareça, o que mais gosto são as dificuldades. Quando conseguimos fazer os movimentos mais difíceis, ficamos mais felizes, porque sabemos que conseguimos superar aquele desafio”, contou.
“Independentemente da cultura, a dança é sempre muito boa”, afirmou.