
Foto: Moisés Bruno
Programação especial celebra a trajetória dedicada à inclusão
A quinta-feira (20) foi especial para os alunos e profissionais da Escola Sentrinho. A apresentação do espetáculo teatral do projeto “A Biblioteca da Sonhadora” trouxe diversão e reflexões importantes sobre educação, inclusão e respeito à diversidade.
Inspirada na trajetória da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, a peça, com músicas e interação, levou aos alunos assuntos como a igualdade, a importância de acreditar nos próprios sonhos e a valorização das meninas e mulheres. A iniciativa também contemplou a doação de um acervo literário para a escola, com títulos que abordam temas como empatia, respeito e diversidade, como forma de incentivar o hábito da leitura entre os estudantes.
Para a fundadora e idealizadora da Escola Sentrinho, Rita Manhães, a programação dos 37 anos representa a oportunidade de reafirmar valores que fazem parte da trajetória da instituição.
“Estamos desenvolvendo várias atividades ao longo da semana, e os alunos ficam muito emocionados. Ontem tivemos música, hoje o teatro, trazendo e resgatando essa luta feminina, o respeito às meninas e às mulheres. É muito importante também trabalhar o acolhimento da diversidade. Não é apenas incluir a pessoa com deficiência, mas também abordar as questões de gênero, raça e tantas outras diferenças. Quando fazemos isso, ajudamos a construir uma identidade positiva, fortalecendo a autoestima. Eles se sentem prestigiados, valorizados e reconhecidos pelo direito de serem quem são”, destacou.
“Eu gosto daqui. Gostei da apresentação e me diverti. Estou achando boa a programação do aniversário”, contou.
“Foi muito boa a apresentação. É muito bom estudar aqui. Tenho amigos e os professores são legais. Eles tratam a gente com respeito. É muito bom estar aqui aprendendo”, afirmou.
“É gratidão. Hoje temos essa escola de sonhos, uma escola mágica, onde podemos acolher tantas pessoas. É uma verdadeira inclusão. É uma escola de solidariedade e respeito, principalmente de respeito por eles. Por isso somos respeitados e eles sonham junto com a gente”, afirmou.
“A cada ano que passa, vemos a escola crescendo e abrindo portas para pessoas do município e de outras cidades. Aqui eles encontram acolhimento, educação, aprendizado e desenvolvimento, e levam tudo isso para casa. As famílias chegam de uma maneira e, depois de dois ou três meses, já percebemos mudanças, porque eles aprendem e levam esse aprendizado para casa”, afirmou.