
Foto: Ana Chaffin
Felinos foram avaliados e alguns passaram por coleta de amostras para diagnóstico da esporotricose felina
O Dia D da Esporotricose, movimentou o sábado (17), na UBS Animal, espaço localizado no Parque de Exposições Latiff Mussi.Com apoio da Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal, Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a ação gratuita teve o objetivo de atender responsáveis por gatos que apresentaram lesões suspeitas de esporotricose, com sintomas como feridas abertas sem cicatrização, além de identificar o panorama da doença na região. A programação também foi voltada para conscientização e orientação.
Presente, o Secretário Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Rafael Amorim informou que do total 21 dos animais atendidos, 15 apresentam perfil com suspeita para diagnóstico positivo da doença e seis não apresentaram características da Esporotricose,A esporotricose é uma zoonose causada por fungos presentes no solo, plantas e matéria orgânica em decomposição, sendo transmitida principalmente por arranhões, mordidas ou contato com lesões de animais infectados, especialmente gatos. Em humanos, a doença pode provocar feridas na pele e complicações se não tratada corretamente..
Durante a ação, os animais que apresentaram perfil com traços clássicos específicos da doença passaram por avaliação clínica e coleta de amostras para diagnóstico da esporotricose felina utilizando técnicas moleculares.NA UBS Animal também foram realizados cadastro dos animais e consulta clínica. A finalidade é realizar o acompanhamento posterior dos casos identificados, reforçando o cuidado com a saúde animal e a prevenção da doença na cidade.
A gatinha Neném , de três anos, foi uma delas. A responsável pelo animal, Luizianne Alvarenga comentou que se preocupou e quando soube do Dia D fez questão de comparecer. “ Ela está isolada dos meus três cachorros e outros quatro gatos. Mesmo tratando essas feridas não cicatrizam e ficamos preocupados. Estou agradecida pelo atendimento’, destacou a moradora do Parque Valentina Miranda.
Maria Lúcia Barbosa também teve seu “ Tontom” examinado. “Ele já passou por vários tratamentos e essa ferida aberta nada de curar. Temos receio. Amo meu gato. O Dia D é muito importante. Estou grata”, contou..Já Giselli Ribeiro levou Viego e Blue para serem atendidos. Ela recebeu orientações e tirou dúvidas sobre a doença, cujas características não aparecem nos seus felinos.
“O Dia D está sendo fundamental para a cidade. O foco é o diagnóstico clínico e, posteriormente, citológico e molecular, ampliando as chances de identificação precoce e tratamento adequado A prioridade é diagnosticar e notificar a doença felina para embasar o desenvolvimento de políticas públicas”, salientou o Secretário Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Rafael Amorim.