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Os encontros acontecem às quartas-feiras, às 9h e às 14h, no CRA da Imbetiba
Um espaço para criar vínculos, refletir a realidade e potencializar a capacidade de criar redes seguras de proteção e cuidado. O grupo de acolhimento “Papo de Cria”, uma iniciativa da Gerência de Saúde Mental do município, em parceria com o Centro de Referência do Adolescente (CRA), tem se mostrado esse lugar para adolescentes de Macaé.
Com o objetivo de proporcionar escuta, diálogo e troca entre esses jovens, os encontros acontecem todas às quartas-feiras, em dois horários: 9h e 14h, no CRA, localizado na Rua Vinte e Nove de Julho, nº 29, Imbetiba. A assistente social, Rebeca Ribeiro é a responsável por fazer as mediações entre eles.
“Nós promovemos atividades de discussão mediada, para dialogar sobre temas pertinentes à educação em saúde e participação cidadã, como por exemplo, violência de gênero, raça e racismo, direito à cidade, moda consciente, criminalização da pobreza... Além disso, buscamos realizar encontros onde eles possam se expressar criativamente através da música, cinema ou confecção de artesanato”, explica Rebeca.
“É um espaço para criar vínculos de afeto entre si, novas referências de relação com o território e com as instituições. Muitas vezes, esse público não tem tantos espaços para se expressar. Alguns têm dificuldade de socialização própria da fase. Atendemos adolescentes com dificuldade intelectual, TEA, outros transtornos e demandas de saúde mental, o que oportuniza trabalhar a diversidade de forma muito rica”, observa.
“Esse ambiente potencializa a interação e o debate, despertando os interesses pela participação social, para que cada vez mais espaços como esses sejam possíveis. Hoje o grupo inclusive acontece no CRA, para que esses adolescentes consigam organizar os atendimentos clínicos e, ao mesmo tempo, participar ativamente do atendimento em saúde mental. Também torna possível que a gente acolha os adolescentes que já são referenciados na Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), em um lugar de criação de vínculos territoriais e coletivos, além de identificar, também, aqueles que precisam desse suporte”, explica Rebeca.
“Na próxima semana, por exemplo, faremos o grupo na praia, por sugestão deles”, celebra a assistente social.