
Foto: Ana Chaffin
A Turma T23 é formada por Alice Buarque, Attilio Giovanni, Danilo Monteiro, Matheus Macêdo, Rebeca Moreira, Isabela Machado e Mariana Quintanilha
O espetáculo “HERANÇA” estreou nesta terça-feira (24), às 19h, no teatro do Sindipetro-NF, marcando a conclusão da Turma T23 do curso técnico em Teatro da Escola Municipal de Artes Maria José Guedes (EMART), vinculada à Secretaria de Cultura de Macaé. A segunda e última apresentação acontece nesta quarta-feira (25), no mesmo horário e local.
Resultado da disciplina Montagem II, a peça representa o encerramento de um ciclo de dois anos de formação artística dos alunos. A Turma T23 é formada por Alice Buarque, Attilio Giovanni, Danilo Monteiro, Matheus Macêdo, Rebeca Moreira, Isabela Machado e Mariana Quintanilha. Para eles, “HERANÇA” representa a etapa final de uma formação técnica que se estendeu por dois anos, reunindo estudos teóricos, práticas de interpretação, experimentações cênicas e vivências de palco.
A disciplina é ministrada pelos professores Leandro Triervailer e Neyva Santiago. De acordo com a professora Neyva Santiago, o espetáculo foi construído a partir de referências de importantes dramaturgos europeus como Anton Tchekhov, August Strindberg, Luigi Pirandello e Máximo Gorki. No entanto, o texto final ganhou identidade própria ao ser adaptado para a realidade brasileira.
Segundo Neyva, o processo de adaptação exigiu mais do que a junção de obras clássicas.
“Adaptar significa envolver a plateia. Como a nossa plateia é brasileira, precisamos transitar por contextos que façam sentido dentro da nossa realidade”, explica.
“Criamos uma história principal e, a partir dela, desenvolvemos os perfis dos personagens”, destaca a professora.
"A ideia é que os alunos venham compreender que uma história pode ser contada de diferentes maneiras e que a história pode ser vivenciada através de diferentes estéticas teatrais. Com isso, o teatro nos permite fazer um passeio na temporalidade em que o nosso palco vai ser vivenciado por uma temporalidade do final do século 19 e, ao mesmo tempo, uma temporalidade de 1950. Então esses personagens vão compartilhar esse mesmo espaço em temporalidades diferentes", pontua.
“A proposta sempre foi que os alunos experimentassem não apenas viver a construção do personagem, mas também de criar esse clima. Então, é uma peça que está baseada em uma estética do teatro realista, tendo esses textos europeus clássicos do teatro europeu, não apenas russos, mas também suíço, italiano, e com isso permitir uma diversidade de conhecimentos e estudos através da literatura dramática teatral”, conclui a professora.