
Foto: Rui Porto Filho
A visita guiada ao Forte Marechal Hermes inspira crianças que se encantam com as histórias da cidade.
O projeto da Secretaria de Cultura de Macaé, Lugares de Memória, contou com a participação de alunos do 3º ano do Ensino Fundamental de turmas da Escola Municipal Amil Tanos, no bairro Aroeira, na manhã desta quarta-feira (20). O passeio guiado ao Forte Marechal Hermes - 9ª Bateria Antiaérea do Exército Brasileiro, Imbetiba, inclui palestra em linguagem adaptada à faixa etária sobre a história do local.
A atividade integra a programação comemorativa da ‘24ª Semana Nacional de Museus’ e do ‘Dia Internacional dos Museus’ (8 de maio), realizada pelo Solar dos Mellos – Museu da Cidade de Macaé. O projeto Lugares de Memória, criado em 2014 pelo professor de História, Bruno Rodrigues (in memoriam), é conduzido por Paloma Rosa. A bateria Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca foi a primeira instituída por ordem do Marechal e inaugurada no dia 15 de abril de 1910. A Visita Guiada ao forte culmina no posto de comando na parte superior do local. Ele se comunica acusticamente, através de galerias, com quatro canhões Armstrong calibre 154.4 que ficam na parte mais alta do forte.
As crianças, de 8 a 10 anos de idade de duas turmas, se encantaram com a história da construção originária do Forte Santo Antônio do Monte Frio, instalado no início do século XVII para proteção do porto de Macaé. As histórias e os armamentos inspiram especialmente os meninos.
“Eu já vim aqui aonde os soldados treinam. Eles são a nossa defesa. Quero ser soldado e muito mais. A história que mais gostei foi do Forte Santo Antônio do Monte Frio”, frisa Isaú Novaes (8).
“É a primeira vez que venho. Estou gostando muito, principalmente dos canhões que parecem de mentira, mas são de verdade. Vou querer ser um soldado”, disse Bernardo Feliciano (8).
“Aqui é muito rico para o conhecimento da nossa história e das várias batalhas e para que as crianças se sintam pertencentes. Quem sabe alguns deles irão servir aqui e até seguir a carreira. Dá uma visão de futuro. Nós trabalhamos a história de Macaé também em sala de aula durante o ano inteiro”, salienta a professora Leidinar Dias.