
A noite de autógrafos acontece na próxima terça-feira (15), às 19h, na Estação 972, na orla dos Cavaleiros
Uma vida construída entre a educação, família, política e as transformações de Macaé. Aos 81 anos, a ativista feminina, educadora e ex-vice-prefeita Marilena Garcia apresenta lembranças, conquistas, desafios e personagens que atravessaram sua trajetória no livro “Minha Vida em Atos”. O lançamento acontece na próxima terça-feira (15), às 19h, na Estação 972, localizada na orla dos Cavaleiros, com apoio da Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
A obra representa um registro afetivo e político de uma mulher que acompanhou e participou de diferentes momentos da história de Macaé. Nascida e criada no município, onde também criou os três filhos — Guto Garcia, Mônica Martelli e Susana Garcia —, Marilena revisita, em três atos, experiências pessoais, familiares e públicas que se entrelaçam com as transformações da cidade.
“Minha Vida em Atos” começa pela família. No primeiro ato, Marilena volta à infância e à juventude, fala dos pais e avós, do casamento, dos namoros, da chegada dos filhos e dos netos. É também nesse percurso que aparece uma personagem fundamental para sua formação: a avó Carolina Garcia, sua mãe afetiva e, segundo a autora, a primeira professora da rede pública municipal de Macaé, em 1920. A educação, portanto, atravessa gerações da família e também a própria trajetória pública de Marilena. Seu filho Guto Garcia também atuou como secretário municipal de Educação, enquanto ela própria exerceu a função de secretária da pasta.
No segundo ato, a narrativa ganha novos contornos. Marilena conta o momento em que passou a questionar o papel que a sociedade reservava às mulheres de sua época. A vontade de ultrapassar os limites impostos à figura da esposa, dona de casa e mãe marcou o início de uma caminhada de participação social e política.
“Eu fui uma mulher que não seguiu os padrões da minha época. Fui pela política e pude atuar bastante”, relembra.
“O terceiro ato trata muito disso: projetos que realizei e que estão aí até hoje. É uma parte bastante importante para a história de Macaé”, destaca.
"Essas obras registram histórias, experiências e contribuições que poderiam se perder com o tempo. Também aproximam a população de sua própria trajetória, fortalecem o sentimento de pertencimento e ajudam as novas gerações a conhecerem as personalidades que contribuíram para o desenvolvimento cultural, social e histórico do município", afirma.
"Apoiar essas iniciativas é reconhecer que a história de uma cidade também é construída pelas vidas e pelas vozes de seus moradores", acrescenta Waleska.