
Foto: Moisés Bruno
Para avançar com segurança institucional, o governo agendará reuniões de viabilidade técnica
Com investimentos consolidados na Economia Azul, Macaé se destaca como o centro de interesses para uma parceria estratégica na Educação superior de navegação. Em reunião realizada nesta terça-feira (2), na sede da Petrobras, em Imbetiba, o prefeito Welberth Rezende conheceu o projeto da Faculdade de Estudos Marítimos e Portuários (Femapor). Apresentado pelo presidente do Instituto Mar e Portos (Imapor), José Carlos Ribeiro Gomes, e pelo gerente geral da Bacia de Campos, Guilherme Sargenti, o novo centro de ensino superior — pioneiro e com foco total no setor marítimo, portuário e de comércio exterior — projeta o início das atividades para o segundo semestre de 2027.
O prefeito Welberth Rezende demonstrou entusiasmo com o potencial de desenvolvimento, mas sinalizou rigor técnico e jurídico antes de fechar parceria:
"O papel institucional entre a prefeitura e a Petrobras já está consolidado e dando bons frutos para o município e a população. Reitero que essa parceria contribui para melhorar a qualidade de vida de todos e tem a ver com o modelo do município que investe na capacitação. No entanto, com relação ao Imapor, precisamos entender como pode funcionar, na prática, essa parceria, com base na legislação. Este tema da faculdade marítima é importante para Macaé, cidade que investe no desenvolvimento econômico, a que mais emprega no estado, mas precisamos conhecer como funciona esse projeto exatamente e como pode ser a participação do município enquanto poder público", avaliou o prefeito.
"Este encontro foi importante porque Macaé é o centro da robusta economia marítima e tem despertado muitos interesses de instituições e empresas que estão investindo aqui. Com certeza mais bons frutos virão, mas precisamos analisar a legislação", enfatizou Paschoal.
"Atualmente, uma parcela significativa das vagas marítimas de alto escalão no Brasil é preenchida por mão de obra estrangeira, e empresas nacionais frequentemente enviam funcionários para capacitação na Noruega e na Finlândia sob custos operacionais elevados", disse o diretor institucional da Imapor, André Fernandes de Oliveira. Segundo ele, o Imapor busca preencher essa lacuna histórica de formação executiva voltada para as áreas comercial, operacional, logística e de transporte marítimo (shipping).
"A área naval desperta interesse como um todo no país e, consequentemente, para a Petrobras, devido a oportunidades para o nosso país. Precisamos capacitar profissionais em nível superior para nosso polo e também para a Marinha Mercante. E podendo capacitar em Macaé é melhor".