
Foto: Cláudia Barreto
O 25º GeoDia reuniu neste sábado e domingo, no Sana, estudantes, pesquisadores, moradores, guias de turismo e visitantes em uma programação de caminhada guiada, aulas de campo e divulgação científica
O Sana, 6º distrito de Macaé, foi palco, neste fim de semana, sábado e domingo (22 e 23), da 25ª edição do GeoDia, iniciativa do Projeto Geoparque Costões e Lagunas que promove a aproximação entre ciência, educação, preservação ambiental e comunidade. A programação transformou a Unidade de Conservação em um verdadeiro laboratório a céu aberto, reunindo crianças, estudantes, pesquisadores, moradores, guias de turismo, ambientalistas e visitantes em atividades voltadas ao conhecimento da geodiversidade e à valorização do patrimônio natural da região, que também é conhecida por suas belezas.
Gratuito e aberto ao público, o GeoDia é realizado por meio de caminhadas guiadas, trilhas e aulas de campo em geossítios locais. A iniciativa tem como proposta ampliar o conhecimento sobre rochas, relevos, recursos hídricos, fauna e flora do Sana, além de apresentar a história da Terra e reforçar a importância da conservação ambiental. Vale lembrar, que esses elementos constituem a própria base que sustenta a biodiversidade da Mata Atlântica e contribui para a manutenção da vida comunitária. Todas as atividades são conduzidas por especialistas e geólogos e acontecem periodicamente em diferentes municípios que integram o território do Geoparque.
A programação contou com o apoio da Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e da Secretaria Executiva de Turismo. A parceria reforça o compromisso do município com a gestão participativa das Unidades de Conservação e com a utilização da infraestrutura pública para aproximar a população do conhecimento técnico e científico. Para a realização desta edição, a Semas disponibilizou a estrutura de sua Base de Educação Ambiental, no Sana, como ponto focal das atividades.Um dos grandes destaques do 25º GeoDia foi a participação de professores e pesquisadores, que contribuíram para transformar conceitos científicos relacionados à dinâmica da Terra em conhecimentos acessíveis aos diferentes públicos.
Sob a coordenação científica da professora doutora Kátia Mansur, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professores e geólogos conduziram as atividades de campo e proporcionaram aos participantes uma experiência de aprendizado diretamente integrada à paisagem do Sana.“Entender a geodiversidade é essencial para garantir a conservação do patrimônio natural. Quando a comunidade compreende a origem de suas águas e rochas, a preservação deixa de ser uma regra e passa a ser um valor compartilhado”, destacou Kátia Mansur.
Programação-Neste último sábado (22), o Circuito das Águas promoveu uma caminhada pra lá de especial voltada à relação entre os recursos hídricos, os processos erosivos e a formação dos leitos dos rios. Ao final da trilha, a Base da Semas recebeu o público para oficinas práticas, ampliando a experiência de aprendizado proporcionada pela atividade de campo.
Já neste domingo (23), a programação prosseguiu com a Trilha do Pico do Peito do Pombo, uma excursão de interpretação ambiental rumo a um dos geossítios mais conhecidos do Estado do Rio de Janeiro. A atividade que encantou e animou os participantes destacou as formas de relevo, os processos geológicos ocorridos ao longo de milhões de anos e a importância da proteção das encostas.
Sana no mapa dos Geoparques Globais da UNESCO-O distrito do Sana integra o território do Geoparque Aspirante Costões e Lagunas, formado por 16 municípios litorâneos e serranos do Estado do Rio de Janeiro, em uma extensão que vai de Maricá a São Francisco de Itabapoana.A abordagem dos Geoparques Mundiais da UNESCO reúne conservação, educação e desenvolvimento sustentável, valorizando as potencialidades naturais e culturais e a participação das próprias comunidades.
Com a realização de mais uma edição, Macaé fortalece sua atuação na preservação e valorização de suas Unidades de Conservação, aproximando a gestão ambiental pública da produção de conhecimento científico. A iniciativa também contribui para estimular o ecoturismo, a educação ambiental e o reconhecimento do patrimônio natural do Sana e de todo o território do Geoparque.