
Secretaria alerta para risco da doença após contato com água contaminada
A Secretaria de Saúde de Macaé reforçou o alerta para o aumento do risco de hepatites virais, especialmente dos tipos A e B, após períodos de chuvas intensas e inundações no município. A preocupação é com a contaminação por meio do contato ou ingestão de água e alimentos contaminados em áreas afetadas pelas enchentes.
De acordo com o órgão, é fundamental redobrar o monitoramento da qualidade da água, já que alagamentos podem comprometer cisternas e outros reservatórios de água. A recomendação é consumir apenas água tratada, fervida ou clorada. Além disso, frutas e verduras devem ser lavadas com água potável e as mãos precisam ser higienizadas adequadamente antes das refeições e após o uso do banheiro.
As hepatites A e E são infecções virais que atingem o fígado e são transmitidas principalmente por água e alimentos contaminados. Segundo a Gerência de Vigilância em Saúde, a Hepatite A é a forma mais comum associada a enchentes, e a Hepatite E é menos frequente, mas também pode ocorrer em situações de contaminação hídrica. Estas doenças são transmitidas pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes, situação que tende a se agravar em períodos de inundação.
A Vigilância em Saúde orienta que pessoas que tiveram contato com água de enchente fiquem atentas a sintomas como fadiga, mal-estar, febre, dores musculares, enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia. Outros sinais importantes incluem urina escura, pele e olhos amarelados (icterícia) e fezes claras.
“A urina escura ocorre antes do início da fase em que a pessoa pode apresentar pele e olhos amarelados. Os sintomas costumam aparecer entre 15 e 50 dias após a infecção e geralmente duram menos de dois meses”, explicou a gerente de Vigilância em Saúde, Daniela Bastos.